segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Rá rá rá... "Ô Raio, Ô Sol suspende a lua... Olha o palhaço no meio da rua"...





Lona, música, palhaços, crianças, cantoria, gritaria... Ouve-se ao longe a melodia. A letra é inconfundível, principalmente aquela parte que diz: “E o palhaço o que é? É ladrão de mulher!”

E o circo chega à cidade, trazendo folia e muita alegria. Trapezistas, malabaristas, Palhaços, equilibristas... Sempre chamaram a minha atenção. Aliás, é a nossa diversão, é o colorido das nossas vidas preto e branco chegando até nós.

Sempre foi prazeroso estar abaixo daquelas lonas, sentar naquelas arquibancadas, apreciar um espetáculo, esquecer-se do mundo ao dar boas gargalhadas e sentir a tensão nos corrompendo diante daqueles números perigosíssimos. Ir ao circo era o momento mágico, de contentamento e felicidade, momento em que o tempo parece infinito, momento que o choro transforma-se em sorriso. Momento que podemos ser espectadores daqueles geniais artistas que doam seu sangue, seu suor, sua vida para alegrar a nossa vida. Momento este que quando se finda, resta apenas o desejo de não mais ser uma espectadora, mas sim, imitadora ou quem sabe até também artista.

Quem nunca sonhou em fugir com o próximo circo que chegasse à cidade? Quem nunca sonhou viver a vida de incertezas? Quem nunca quis desapegar-se de tudo e viver livre, conhecer lugares diferentes, e mais que conhecer, ter o prazer de dizer que já morou em todas as cidades do mundo e que já fez desabrochar sorrisos nos rostos de pessoas que já se encontravam sem esperanças pra viver? Dizer que fizemos amigos certos de que dificilmente nos veremos novamente? Dizer que já enfrentamos dificuldades, pois a vida é cheia de obstáculos e que só podemos vencer quando enfim, for colorida a estrela da felicidade, aliás, quem nunca sonhou? Quem nunca teve sonhos, se não é necessário estarmos dormindo para que isso aconteça?

Precisamos descobrir o lado artista que temos dentro de nós e colocar para fora...
Precisamos ser palhaços ao vermos alguém muito triste, ensiná-la a sorrir e a perceber o quanto isso faz bem. Precisamos ser equilibristas para equilibrar nossas emoções e nossas ações diárias que insistem nos manter desequilibrados. Precisamos ser pernas-de-pau para enxergar como gigantes e se dar conta de como são pequenos e inúteis os nossos problemas e que somos SIM, capazes de resolvê-los. Precisamos ser trapezistas, para saltarmos os obstáculos sabendo que temos uma mão amiga, uma mão segura esperando para te aparar do outro lado, e que, se cair uma rede encontraremos para nos sustentar, levantar e, enfim, recomeçar. Ser domadores para domar as feras que existem dentro de nós e também leões para lutar ferozmente na direção de nossas conquistas.

Vamos ser artistas e transformar nossas vidas num grande espetáculo de circo!

Nenhum comentário: